
Passavam poucos minutos da meia noite quando recebo do meu melhor amigo esta caixa com a primeira temporada dos The Munsters :)
Quem tiver amigos assim que levante o dedo!
I wanted to go to wonderland but it seems a crazy blond girl decided to turn it upside down. If you see her, tell her to keep way... I'M NOT A SANE PERSON.

Acaba de ser publicado o primeiro romance do meu amigo Vicente. Por muito que conhecesse o seu excelente trabalho, confesso que não estava à espera de um livro tão bom... ou se calhar até estava. Bem, Kiss Me é a obra que inspirou o filme português com o mesmo nome. Contudo, a história aqui narrada é muito mais profunda e complexa... Esta, é a história da mãe do Vicente, uma mulher alentejana que ousou desafiar as normas, os brandos costumes e toda a hipocrisia instalada nos tempos da outra senhora. E não, a mãe do Vicente não foi uma revolucionária política nem sequer uma intelectual com vontade de instruir o seu povo. Foi, isso sim, uma mulher do campo que se recusou a ser a típica esposa maltratada, submissa e resignada, procurando encontrar o seu próprio espaço. Um espírito livre que se tornou no centro de todas as atenções, quer pela inveja quer pela admiração que suscitou. E, o mais fascinante, é que esta transformação se deveu, não só à sua força de vontade e ao apoio incondicional da sua tia, mas, sobretudo, ao poder de uma mulher que nunca soube quem era a mãe do Vicente... Marilyn Monroe.
Neste livro, onde começa a ficção e acaba a realidade? Honestamente não faço a mínima ideia. A única coisa que sei é que o Vicente arrisca-se a tornar a sua mãe num mito. Tal como Norma Jean.

Ok... para já, este é o melhor disco de 2006. "The MGA Sessions" é o projecto da Siobhan Fahey e da realizadora Sophie Muller, gravado há uns anos mas que só agora vê a luz do dia. A ideia original consistia na realização de um filme tendo como banda sonora este disco. O filme ficou na gaveta mas o disco avançou.
"The MGA Sessions" é um disco bastante diferente dos restantes trabalhos da Siobhan já que se aproxima de um estilo mais gloomy (caramba, gosto mesmo desta palavra!...). Em certos momentos lembra-me Nico, Gitane Demone ou até Current 93.
Para mim, esta é a obra prima da Siobhan Fahey. Agora, é só esperar pelo Bad Blood...



Ontem fui ver o Walk The Line. Há muito que esperava pela estreia deste filme, não só porque tinha curiosidade em descobrir mais sobre a vida pessoal do Johnny Cash, como também queria saber se as vozes do Joaquim Phoenix e da Reese Witherspoon eram de facto semelhantes às do Johnny e da June (sim, ao contrário do que geralmente acontece nos filmes, eles cantam mesmo a sério!).
O grande mérito deste filme vai direitinho para as representações. Do Phoenix há muito que eu esperava um filme à altura e da Reese um filme que provasse que ela não era apenas a loira das comédias americanas.
Mas o que mais me agradou foi o facto de terem conseguido contar a história de um músico ultra-enérgico de uma forma bastante calma e até melancólica... se calhar, para alguns, demasiadamente melancólica. Ele pode ter vendido milhões de discos, conhecido o Elvis, bebido até o sangue ser 100% álcool e tomado todo o tipo de drogas, mas ali, no écran, o que realmente interessa é mesmo a alma. He walked the line.
I fell in to a burning ring of fire
I went down, down, down
and the flames went higher.
And it burns, burns, burns
the ring of fire
the ring of fire.



Intro
P.S. 1 - Só tenho pena que nunca toquem o "Photographic"...
P.S. 2 - Não chegámos a tempo de ver os The Bravery (tocaram às 20h30)... mas pelo que me disseram não perdemos nada.