
Thursday, July 20, 2006
AFTER ALL, THERE'LL BE A BLACK CELEBRATION!

Tuesday, July 18, 2006
Monday, July 17, 2006
I Send It - Fangoria
Saturday, July 15, 2006
Alaska Y Dinarama

Thursday, July 13, 2006
Wednesday, July 12, 2006
Tuesday, July 11, 2006
Sunday, July 09, 2006
Saturday, July 08, 2006
En directo
Kids, don't try this at home!!!
*** Interval ***

Vou fazer uma pausa relativamente às minhas mini-férias em Espanha para contar o que aconteceu hoje...
Bem, eu nunca fui especial admirador dos Culture Club nem da carreira a solo do BG mas, como tinha o meu nome na guest list, lá resolvi ir, mais não seja porque seria um evento único para "mais tarde recordar".
Cheguei por volta da 1h30 e fiquei a observar o espaço (tem a sua graça) e a "clientela" (que não tem graça nenhuma). Esperei... bebi... esperei... bebi... até que o BG sobe para a cabine e é literalmente bombardeado por flashs dos fotógrafos profissionais, dos amadores e dos fans (que neste caso usavam o telelé). Por estranho que pareça, ninguém queria dançar, apesar da música ser bem potente... preferiam ficar alí a olhar para a estrela. Claro que o BG nem se importava com isso e lá ia pondo a música.
Estive lá mais de uma hora a dançar, enquanto observava a amiga Maya aos pulos na cabine, qual teenager em fase de explosão hormonal. Também vi a Cinha Jardim a olhar para o BG com vontade de se juntar à festa... foi nesse momento que acordei para a realidade e fugi dalí a correr.
Friday, July 07, 2006
Recuerdos de Madrid

Não, não trouxe castanholas, nem bonequitas vestidas de sevilhanas, nem sequer turrão de Alicante. O que trago de Espanha são mesmo CDs...
DJ e músico mexicano que esteve em Madrid a promover o seu disco. Vi-o ao vivo na festa WATEKE, na C/ Mesoneros Romanos (esquina com a Gran Via). Música electrónica actual mas que não esconde as suas influências marcadamente 80's.
SPAM -“Hey Mr. DJ, fuck you !!!"
Dupla de DJs com um indiscutível bom gosto. Apesar de já terem lançado discos de sucesso a solo, enquanto SPAM fazem apenas o que lhes dá na gana, transformando o rock & roll em música de dança, cheia de pormenores e batidas trepidantes. As suas remisturas para temas da Roberta Marrero, Fangoria ou Nancys Rubias são já antológicas. Neste disco, contam com a participação vocal de Spunky, Silvia Superstar (Killer Barbies), La China Patino, Antonio Glamour (GTK) e Chris Khoo (guitarrista dos Fangoria)
Alaska Y Dinarama - "Deseo Carnal"
Lançado originalmente em 1984 e considerado pela crítica como o melhor disco de Alaska Y Dinarama, esta reedição inclui um segundo CD com novas remisturas, lados B, demos, etc. Por acaso, este não é o meu disco favorito da banda mas, mesmo assim, vale muito por incluir alguns dos temas que ainda hoje fazem parte da melhor música alternativa espanhola.
Glamour To Kill - "Pecados eléctricos"
Ao contrário do que é habitual, os GTK conseguiram com o seu "difícil segundo disco" demonstrar que são um dos melhores projectos espanhóis com capacidade de exportação (o sucesso já chegou à Alemanha). Se no primeiro trabalho apostavam numa sonoridade mais electrónica e textos cantados em inglês, alemão e castelhano, neste as guitarras ganham maior dimensão e os textos são cantados 100% em castelhano. Apesar desta mudança quase radical, o som acaba por ficar mais comercial, sem perder originalidade e qualidade.
Spunky - "Kommunication Remixes"; "Lovely Night EP"
Hola Barajas!

Monday, June 26, 2006
You're Framed!

Um grande artista norte-americano, Brian Lovenduski, que por acaso é meu amigo desde os tempos do forum dos The Creatures, enviou-me dois dos seus trabalhos ("Hitch" & "Sioux") em formato jpg (alta resolução) para que eu os imprimisse, emoldurasse e pendurasse em minha casa. Ele tem um estilo muito retro, muito anos 60, o que me agrada mesmo muito. Por mim, tinha a casa toda forrada com as suas ilustrações... Vá, roam-se de inveja :=)
Tuesday, June 20, 2006
Hoje deu-me para isto...
Monday, June 19, 2006
Agência com vista sobre a cidade
Chama-se thestudio e fica na Rua do Carmo. Fizemos um trabalho em conjunto e, como correu tão bem, em princípio devemos trabalhar novamente juntos noutro projecto. Eu não vejo a hora...
Sunday, June 18, 2006
O segredo da dita cuja.

E lá fui hoje à ante-estreia do documentário da outra. Como já o tinha sacado da net não fui à espera de nenhuma novidade, queria apenas vê-lo em écran gigante e com um bom som. Realizado por Jonas Akerlund, o documentário está uns furos abaixo do anterior (Truth or Dare) mas, mesmo assim, tem momentos muito bons tais como o seu encontro com o Iggy Pop (e a reacção que este tem mal ela lhe vira as costas), as rimas básicas (porque aquilo, meus senhores, não são poemas) que compõe e declama, as conversas dos filhos e a vidinha "lad" do marido. Aliás, é aqui que ficamos a perceber plenamente quem usa as calças lá em casa...
Os momentos ao vivo continuam a agradar-me bastante, apesar de haver muito boa gente que não goste da edição demasiadamente cut-cut-cut.
O meu único problema com o documentário - e daí a achá-lo mais fraco que o anterior - prende-se com o facto dela fazer demasiadas referências a Deus, à espiritualidade e à kabala, tornando o final um pouco maçador.
Filmado sob a forma de diário de uma tour, este documentário vale sobretudo como um testemunho de alguém que está no topo há mais de 20 anos e que, acima de tudo, tem sabido ser coerente e honesto consigo e com o seu público.
No CD ao vivo, que acompanha esta edição, vem a versão demo do "I Love New York". Aqui, com um som mais cru, próximo da new wave nova-iorquina do final dos anos 70. Afinal, não é por acaso que a versão final (incluída no COADF) recupera o "I Wanna Be Your Dog" dos The Stooges.
P.S. - Obviamente que não vou revelar aqui qual o segredo da senhora. Isso fica para outro post.
White Wedding
I am Dracula.
O que dizem de nós e o que deveríamos dizer deles.
No âmbito do Fórum para a Competitividade, esteve de visita a Portugal o "guru" dos economistas: Jack Welch. Apesar do encontro ter decorrido à porta fechada, saltou imediatamente para as bocas do mundo uma das afirmações que proferiu aquando do seu discurso: "os portugueses deveriam sentir-se envergonhados do que dizem deles, lá por fora".
Dando voz aos que não apreciaram este seu comentário, Vitor Dias escreveu uma carta aberta no "Público" do passado dia 9.
Perguntem ao Jack
Tiveram considerável impacte na comunicação social as afirmações feitas sobre Portugal, num encontro promovido pelo Fórum para a Competitividade, por Jack Welch, que durante 20 anos foi chief executive officer da General Electric. Antes e durante a sua estada, Jack Welch foi apresentado como "um dos gestores mais admirados em todo o mundo" ou como "um gestor do outro mundo", embora o jornalista Robert Slater, talvez lembrado de que ele suprimiu cem mil empregos, também nos conte, no n.º 47 da Executive Digest, que ele "ganhou a alcunha de "Neutron Jack", numa alusão à bomba de neutrões que elimina pessoas mas deixa os edifícios de pé".
Recapitulando as suas declarações que tiveram mais repercussão, lembremos então que Jack Welch declarou que "é humilhante para os portugueses a percepção que do exterior se tem de Portugal como um país em contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos" e perguntou mesmo se os portugueses não se sentem envergonhados por isso. E aqui neste jornal, Pacheco Pereira apressou-se a assinalar que "Welch fez bem em dizê-lo e fazia-nos bem ouvir mais verdades como esta para substituirmos a nossa balofa e inconsequente auto-estima pela percepção de que a realidade não é propriamente um espelho do nosso excesso identitário". Confesso que tenho muita dificuldade em comentar, em sentido literal, quer a afirmação de Welch quer o entusiasmado juízo de Pacheco Pereira. Em primeiro lugar, porque, julgando conhecer minimamente os problemas de fundo do nosso pais, os seus níveis de atraso e os seus desafios presentes e futuros, não disponho de instrumentos credíveis para saber qual é a verdadeira "percepção que do exterior se tem de Portugal". Em segundo lugar, porque, como cidadão português, não me sinto nada atingido pela referência de Pacheco Pereira à "balofa e inconsequente auto-estima" nacional pois sou daqueles portugueses que já não têm paciência para tanta conversa tola sobre "auto-estima", sobre "euforias" ou sobre "depressões nacionais" (estas, por sinal, bem mais faladas), entendendo mesmo que, na maior parte dos casos, estamos perante construções atrevidamente totalizantes e artificiais, em cujo empolamento e irradiação a opinião publicada tem especiais responsabilidades.
Decididamente, é pois outra a contribuição que pretendo dar a propósito da visita e das afirmações feitas sobre Portugal por Jack Welch. Mais concretamente, como ele nos perguntou se não nos sentíamos envergonhados pela percepção exterior sobre a continuada degradação e declínio nacionais, o que gostaria mesmo é que, num qualquer ponto das suas tournées de conferencista ou numa sua eventual nova passagem por Portugal, Jack Welch respondesse a um conjunto de educadas, cordatas e inocentes perguntas. Como, por exemplo, se não se sente envergonhado pela "percepção exterior" da contínua degradação e declínio da imagem internacional dos EUA ao longo dos últimos anos e que, na União Europeia, segundo dados do Eurobarómetro, já chegou a atingir níveis de reprovação da política externa norte-americana acima dos 70 por cento. Se não se sente envergonhado por a agressão do seu país ao Iraque já ter causado, no mínimo, cem mil mortos, a maior parte dos quais civis não beligerantes. Se não se sente envergonhado pelas torturas e humilhações praticadas em Abu Grahib, pelo rapto e transporte pela CIA de cidadãos estrangeiros em voos por cima de países europeus (acrescente-se: com a desavergonhada conivência de muitos governos da Europa), pela situação dos detidos em Guantánamo prepotentemente excluídos dos mais elementares direitos de defesa e pelas gravosas limitações às liberdades consagradas no Patriot Act I e II. Se não se sente envergonhado por o seu país, o mais rico e poderoso do planeta, ostentar uma taxa de mortalidade infantil de sete por cada mil nascimentos (quatro em Portugal) e só tendo à sua frente, no âmbito da OCDE, países como o México, a Turquia, a Hungria e Eslováquia. Se não se sente envergonhado por parte da enorme riqueza criada pelos EUA resultar do controlo e exploração das riquezas naturais de outros países e do sistema de troca desigual que continua a afectar dramaticamente o desenvolvimento do Terceiro Mundo. Se não se sente envergonhado por, mesmo de acordo com os distintivos critérios do seu país sobre o que é "o limiar da pobreza", haver nos EUA 37 milhões de americanos que são considerados pobres, que uma em cada cinco crianças nasça pobre e que no estado da Luisiana a pobreza infantil atinja os 30 por cento. Se não se sente envergonhado por perto de 30 por cento dos seus compatriotas não disporem de seguros de saúde com a desprotecção e fragilidade que no sistema norte-americano isso significa. Se não se envergonha por os Estados Unidos terem se não a maior, pelo menos, umas das maiores populações carcerárias do mundo e que um em cada treze jovens seja preso antes dos 17 anos. Se não se sente envergonhado por, em termos de percentagem do rendimento nacional que cabe aos dez por cento mais pobres, os EUA (com 1,9 por cento) ficarem atrás, sucessivamente, do Japão, da Alemanha, da França, da Itália, da Grã-Bretanha e ganharem à China por um décimo (dados da Business Week, Setembro, 2005). Se não se sente envergonhado por ser cidadão da única superpotência com capacidade e apetite para intervir militarmente em qualquer parte do mundo e, entretanto, uma elevada percentagem dos seus compatriotas não ser capaz de apontar e identificar o seu próprio país num globo terrestre. Se não sente nem vergonha nem um sobressalto de consciência por no seu país, que goza da reputação de grande e incomparável democracia, a Presidência poder ser conquistada e exercida, sem escândalo por aí além, por um candidato que teve menos votos que outro. E por fim, abreviando o que podia ser uma lista muito mais longa, se Jack Welch não se sente envergonhado e humilhado pelos escândalos financeiros registados no seu país (Enron, WorldCom, etc.), pelas batotas e manigâncias de gestores que enriqueceram tão depressa quanto depressa empobreceram os accionistas que neles confiaram e pelo drama das centenas de milhares de americanos que viram as suas poupanças de reforma volatizarem-se de um momento para outro por causa do afundamento de muitos fundos de pensões.
A todas estas perguntas, para além de ver antiamericanismo onde só há verdades desagradáveis para os seus ouvidos, talvez Jack Welch - "o gestor do outro mundo" - respondesse apenas que o seu negócio são os negócios, que o sentimento de vergonha não é coisa que possa ser equitativamente exigida e que já não tem idade para aprender que há mais humanidade para além dos números e dos cifrões.


















